Aterramento Elétrico de SPDA: Entenda a importância.

O sistema de aterramento pode proteger as edificações atingidas por raios

Diversas descargas atmosféricas assolam o território nacional. Ter um sistema de proteção com um aterramento elétrico eficaz garante a integridade de todos. Entenda como se proteger.

Com a chegada da época de chuvas, iniciadas em março, se torna muito comum o aumento de casos de descargas atmosféricas em prédios residencias e edifícios. Só para ter uma ideia, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), a média no território brasileiro é de 77,8 milhões de descargas atmosféricas anualmente.

Para estar devidamente protegido dos raios, é necessário que o Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) seja bem instalado. Nesse sistema, o aterramento elétrico constitui uma etapa bem importante para que a descarga elétrica percorra o caminho adequado para sua dissipação.

Qual o caminho do raio no SPDA?

Os raios são formados a partir de nuvens de tempestade. Nessas nuvens existem diversas gotículas de água se solidificando, além de granizo e cristais de gelo. Com essa abundância de elementos, é inevitável que existam diversas colisões entre eles. Com isso, os choques permitem que diversos elétrons sejam liberados. Então, essas cargas negativas livre começam a se acumulam na parte inferior da nuvem.

As cargas positivas, por sua vez, se encontram no topo da nuvem. Com essa dupla polaridade, cria-se um campo elétrico no céu, que propicia a formação de raios. Entretanto, ter cargas negativas na parte inferior dessa tempestade gera outro fenômenos. Os elétrons no céu começam a interagir com os elétrons do solo, o que gera repulsão de cargas no processo. Assim, o solo, em sua camada mais superficial, começa a assumir um caráter eletropositivo.

Essa diferença de potencial entre solo e céu faz com que o ar ionize e gere a descarga em direção ao solo. Chegando aqui, o raio pode atingir pessoas, árvores e os famosos para-raios (SPDA). Veja abaixo o caminho percorrido pela descarga nesse sistema:

.As descagas atmosféricas atingem com muita frequência estruturas mais elevadas: como topo de prédios e árvores. Em geral, as construções civis possuem Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) para a proteção das pessoas e equipamentos elétricos. No topo dos prédios, existem os captores (equipamentos que compõe o SPDA), que são responsáveis por oferecer a "porta de entrada" para a descarga atmosféricas no sistema. Logo, eles precisam estar no ponto mais alto da edificação. Após a descarga acertarem os captores, a corrente elétrica é direcionada para as decidas. Essas decidas são condutores metálicos que ficam dentro da estrutura da edificação ou na lateral dela. Elas permitem que as corrente siga em direção a terra A corrente é direcionada, por fim, ao aterramento. Esse sistema dentro do SPDA permite que a corrente consiga se dissipar no solo. E como a terra possui potencial 0V, a corrente elétrica escoa naturalmente nesse sentido.

Qual a importância do aterramento elétrico?

Como pode ser notado acima, o aterramento desempenha um papel muito importante na segurança das pessoas. O subsistema de aterramento ou terra é o um conjunto de elementos que permite a conexão da rede elétrica ao solo. Essa ligação é fundamental, pois a terra é tida como o zero volts absoluto. Isso implica que as cargas remanescentes em aparelhos elétricos ou descargas atmosféricas que atinjam a edificação fluem naturalmente para esse ponto.

Todas as edificações devem possuir um sistema de aterramento por questão de segurança. Desse modo, é possível proteger o usuários de correntes de fugas em equipamentos, além de eliminar variações de tensão.

Como é feito o aterramento de SPDA?

O aterramento pode ser feito a partir da estrutura da edificação, feita de aço. Dessa forma, pode-se aproveitar a grande quantidade de metal existente no interior das construções para proteção dos usuários. Esse aterramento estrutural minimiza bastante a manutenção por corrosões no sistema, já que o ele está sob concreto. Contudo, para que exista sua implementação é necessário que o projeto e instalação sejam realizados ainda na construção da edificação.

Caso precise ser instalado após a construção, é aconselhável que se utilize o aterramento por hastes de alta camada. Isto é, são cravados hastes de cobre no solo para que haja a drenagem das descargas elétricas. No mínimo deve ser fincadas 2 hastes em um sistema. Entretanto, o valor necessário para a proteção correta do sistema deve ser calculada, segundo norma técnica.

Como garantir um aterramento elétrico eficiente?

Para se ter aterramento eficiente, deve-se atentar aos seguintes itens:

  • Resistência Ôhmica Baixa: As hastes ou estruturas do aterramento devem possuir uma resistência ôhmica baixa. Esse fator contribuirá para que exita um contato efetivo com o solo, permitindo que a corrente flua com facilidade no sistema.
  • Equalização do Aterramento: Todos os pontos do sistema de aterramento devem estar no mesmo potencial. Isso evita que correntes elétricas indesejadas circulem no sistema, assim, garantindo a segurança de todos
  • Presença de BEP: O Barramento de Equipotencialização Principal (BEP) é o ponto comum de todo o aterramento de uma edificação. Todos os aterramentos locais, seja da rede elétrica ou do SPDA, se encontram nesse local e seguem para a terra. Esse local permite uma maior organização do sistema, além de facilitar a inspeção em caso de vistoria.

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