Mulheres na Engenharia

Autor: Miguel Damásio

 

Mesmo com todos os avanços, o campo da engenharia ainda é muito precário em relação as desigualdades entre homens e mulheres. Tais desigualdades são refletidas no senso comum, como no fato do curso de engenharia ser visto como um “curso para homem” e as pessoas serem induzidas a escolherem uma área por possuírem (ou não) um certo “perfil” definido pela sociedade.

 

 

Dentro da história da ciência e, mais especificamente falando, da engenharia, temos diversos nomes femininos marcantes, que não só transformaram o ambiente em que conviviam, mas o mundo com as suas inovações.

Um grande exemplo é Emily Roebling, que após o adoecimento do seu marido em 1872, assumiu o cargo de engenheira-chefe na construção da ponte do Brooklyn, importante ponte que liga Manhattan ao Brooklyn.

 

 

Temos, também, Hedy Lamar, que foi uma excelente atriz hollywoodiana, também foi importantíssima pra as comunicações militares na segunda guerra mundial. Hedy inventou um sistema de controle remoto, além de ter sua teoria usada até os dias atuais por ser base das tecnologias modernas de comunicação, tais como Bluetooth, Wi-fi, etc.

 

 

O desenvolvimento da primeira máquina analítica de cálculo foi de responsabilidade de Augusta Ada King, ou Ada Lovelace, sendo ela considerada a primeira programadora da história. Foi a responsável pelo algoritmo que poderia ser usado pela máquina para calcular funções matemáticas, sendo as ideias nela contidas, consideradas como a primeira descrição já feita do que são hoje computadores e softwares.

 

Um último fato curioso, é que o Kevlar, material que possui fama por seus multiplos usos, desde proteção nos coletes a prova de balas até a melhoria dos artigos esportivos, foi descoberto acidentalmente por Stephanie Kwolek, em 1960, uma das descobertas que lhe rendeu a National Medal of Technology, além da Medalha Perkin e a nomeção para o National Women’s Hall of Fame.

Como dito no primeiro parágrafo, no atual mercado de trabalho e nas faculdades, as mulheres ainda são minoria dentro do mundo da engenharia e existem diversos estigmas históricos na sociedade quanto a esse tema.

Porém, diante de um cenário cada vez mais igualitário, é possível enxergar um mercado de trabalho mais igual para ambos os sexos. Estimou-se um aumento de 55% no ingresso de mulheres nas universidades entre 2005 e 2013 (estudo realizado pela USP), correspondendo hoje a 28,3% das matrículas (segundo pesquisa em 2018), mostrando que cada vez mais, o cenário está mudando.

 

A luta por uma engenharia mais igualitária deve ser de todos, bem como em outras áreas. As mulheres não só podem, como devem fazer o que quiserem e todos os preconceitos devem ser deixados para trás.

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