Fator de Potência: o que é e como isso pode influenciar no seu gasto de energia

 

Comece esse texto se imaginando numa tarde de domingo animada. Você está com os amigos conversando no maior bem bom e decidem que irão pedir aquela gelada. Tudo vai indo nas mil maravilhas, até que chega aquele chopp lindo, mas puramente enganador, em que se tem mais espuma que qualquer coisa. Você então se sente mal, pois a quantidade de cerveja é muito menor do que se foi pedido e você gastou mais do que precisaria. Aliás, isso é exatamente o que acontece com o fator de potência.

 

Existem três tipos de potência esperados que são estudados pela Engenharia Elétrica:

 

  • A ESPUMA

1 – Potência reativa (VAr) – É o tipo de potência que não realiza trabalho, sendo usada na criação e manutenção de campos eletromagnéticos.

 

  • A PARTE LÍQUIDA

2 – Potência ativa (W) – Que é a que faz o real trabalho (por isso ativa), como produzir a luz de uma lâmpada ou gerar calor em um chuveiro elétrico.

 

  • O COPO INTEIRO

3 – Potência aparente (VA) – A potência em geral, basicamente, a soma da ativa com a reativa.

 

Ou seja, quanto menos espuma, mais “otimizado” será seu copo, certo?

 

Bom, é nisso que consiste o fator de potência. Basicamente, é a proporção entre o copo e a parte líquida, funcionando dessa seguinte maneira:

 

 

Isso dá a entender que quanto menor (o máximo é 1), menos aproveitada está sendo a energia, sendo gasta em espuma e não em parte líquida.

O que ninguém sabe é que, muitas vezes, em nossas casas ou apartamentos, o fator de potência está abaixo do que seria necessário . Por isso, se tem aquela impressão de que está sendo gasto muito na conta de energia, mesmo sem usufruir tanto. Em suma, o dinheiro que poderia estar sendo gasto em outra coisa está sendo usufruído em nada, e ainda está gastando energia à toa, sendo totalmente anti-sustentável.

 

Nesse caso, o que fazer?

 

 

Existe uma forma de otimizar esse processo: fazer um projeto que se chama Correção de Fator de Potência (CFP), que como o nome sugere, serve para corrigir o fator de modo a deixá-lo certo para o consumo do local, fazendo gastar menos energia e consequentemente, menos dinheiro. Ademais, isto pode ser feito com um Cadastramento Elétrico das instalações que aponte as mudanças necessárias.

 

Autor: Daniel Alves

 

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