Conta de luz cara? O que fazer?

Autor: Eduardo Neves

 

O Brasil hoje possui uma das contas de luz mais caras do planeta e por tanto acaba tendo um peso significativo no bolso dos brasileiros. Mas qual o motivo da fatura ter valores tão elevados? Será que existe uma maneira de reduzir esse custo?

Logo de cara a primeira coisa que vem à cabeça é a carga tributária, ou seja, impostos. Essas taxas vêm descritas na fatura e podem ser divididas em três grupos.

 

  • TRIBUTO FEDERAL

 

As tarifas pertencentes a esse grupo são a PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Suas alíquotas estão fixadas, respectivamente, em 1,65% e 7,6%. Porém esses valores podem variar de um mês para outro já que são recalculadas no momento do repasse para a fatura. Sendo assim podemos dizer que as taxas de 1,65% e 7,6% são valores máximos a serem tomados como referência.

 

  • TRIBUTO ESTADUAL

 

Neste grupo entra o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) onde as alíquotas mínima e máxima são de, respectivamente, 7% e 25%, sendo que o cálculo para o setor residencial depende do consumo em quilowatt-hora (KWh).

 

  • TRIBUTO MUNICIPAL

 

Por último vem o IP-CIP (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública). Como o próprio nove já diz, esta taxa é utilizada na ampliação e manutenção do aparato de iluminação das vias públicas. O valor a ser cobrado varia entre os municípios e leva em consideração o consumo em KWh. Para a cidade de salvador, por exemplo, o valor máximo é de R$59,62, acima 2000KWh. Essas informações podem ser encontradas no site da prefeitura municipal.

Além dos tributos existe mais um fator tarifário adicionado a conte de energia, as Bandeiras. Existem três delas, representadas por cores, que indicam as condições de geração de energia:

Bandeira Verde: Condições favoráveis. Não há acréscimo.

Bandeira Amarela: Condições menos favoráveis. Acréscimo de R$0,020 para cada KWh.

Bandeira Vermelha: Patamar 1: Condições custosas de geração. Acréscimo de R$0,030 para cada KWh.

Bandeira Vermelha: Patamar 2: Condições ainda mais custosas de geração. Acréscimo de R$0,035 para cada KWh.

Essa classificação se baseia no custo real da produção de energia que está sujeita a diversos fatores, como por exemplo a seca. Já que a matriz energética brasileira ainda depende muito das hidrelétricas, um período de seca pode ser determinante para o uso das bandeiras.

Embora essas taxas representem uma grande parcela da conta de energia, elas não são mudadas com muita facilidade e sempre farão parte da fatura. Sendo assim podemos dizer que esses são fatores imutáveis da conta de luz. Mas existem o que vamos chamar de fatores mutáveis, que representam alguns cuidados que devemos ter para obter uma redução na fatura, sendo estes representados a seguir.

 

  • ILUMINAÇÃO

Atualmente se tornou obrigatório o uso de lâmpadas fluorescentes, que consomem muito menos energia para uma mesma iluminação em relação a uma lâmpada incandescente, mas alguns cuidados ainda podem ser tomados.

Fazer um projeto luminotécnico, por exemplo, para encontrar a proporção ideal entre a iluminação dos ambientes de casa e o custo para mantê-la, além de cuidados simples como apagar a luz ao sair de um cômodo que podem acarretar em uma diminuição substancial na fatura.

 

  • ELETRODOMÉSTICOS

 

Alguns eletrodomésticos podem ser responsáveis por uma porção significativa da conta de luz, sendo os três principais vilões:

Geladeira: É importante deixar a geladeira em um local ventilado e com temperatura amena, para facilitar a troca de calor dos radiadores. Além de evitar deixa-la aberta por muito tempo e verificar as condições da borracha vedante da porta. Esses cuidados visam diminuir o esforço que a geladeira tem que fazer para manter a temperatura em seu interior. Quanto mais esforço, mais energia é gasta. Uma geladeira em más condições pode chegar a representar 70% da fatura.

Ar-condicionado: No momento da compra é preciso se atentar para o ambiente no qual o aparelho será instalado. Qual a área do cômodo? Quantas pessoas são esperadas nesse ambiente? Essas são as perguntas que devem ser feitas para definir a potência do aparelho. Um Ar-condicionado com potência inferior a necessária vai ser forçado a trabalhar muito mais e dessa forma consumirá mais energia. Na instalação, lembrar de evitar colocá-lo em lugares quentes e próximo de equipamentos elétricos, além de instalá-lo de frente para a maior dimensão do ambiente.

Chuveiro elétrico: Em dias quentes, colocar o chuveiro na posição verão, já que o consumo pode chegar a ser 30% maior na posição inverno. Se possível, estudar a viabilidade de instalar um aquecedor de água por energia solar, atualmente os preços são mais acessíveis e o equipamento não precisa de grandes manutenções. Tentar reduzir a duração do banho também pode acarretar numa redução dos custos, tanto de energia e água, e não usar, de forma alguma, resistências queimadas reaproveitadas, pois além de aumentar o consumo não é seguro.

Na hora de comprar qualquer equipamento, lembrar de verificar o selo Procel, que indica os equipamentos com menor consumo energético.

 

  • FUGA DE CORRENTE

 

A fuga de corrente é uma problema muito comum e pode ser capaz de encarecer a conta de energia, danificar aparelhos, causar choques e em casos extremos até incêndios. Emendas mal feitas, conexões frouxas, fios desencapados ou com a isolação muito envelhecida podem ser as causas de uma fuga de corrente.

Para verificar a sua existência basta desconectar todos os equipamentos da casa da tomada e desligar todas as lâmpadas e acompanhar o relógio medidor de energia. Caso haja problemas o marcador registrará consumo.

Por esse motivo é recomendado que a cada dez anos ocorra uma revisão das instalações elétricas e uma manutenção preventiva.

 

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