Conta de luz cara? O que fazer? Saiba como economizar energia!

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O Brasil hoje possui uma das contas de luz mais caras do planeta e por tanto acaba tendo um peso significativo no bolso dos brasileiros. Mas qual o motivo da fatura ter valores tão elevados? Será que existe uma maneira de reduzir esse custo e economizar energia?

Quais impostos estão sobre minhas contas de luz?

Logo de cara a primeira coisa que vem à cabeça é a carga tributária, ou seja, impostos. Essas taxas vêm descritas na fatura e podem ser divididas em três grupos.

TRIBUTO FEDERAL

As tarifas pertencentes a esse grupo são a PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Suas alíquotas estão fixadas, respectivamente, em 1,65% e 7,6%. Porém esses valores podem variar de um mês para outro já que são recalculadas no momento do repasse para a fatura. Sendo assim podemos dizer que as taxas de 1,65% e 7,6% são valores máximos a serem tomados como referência.

TRIBUTO ESTADUAL

Neste grupo entra o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) onde as alíquotas mínima e máxima são de, respectivamente, 7% e 25%, sendo que o cálculo para o setor residencial depende do consumo em quilowatt-hora (KWh).

TRIBUTO MUNICIPAL

Por último vem o IP-CIP (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública). Como o próprio nove já diz, esta taxa é utilizada na ampliação e manutenção do aparato de iluminação das vias públicas. O valor a ser cobrado varia entre os municípios e leva em consideração o consumo em KWh. Para a cidade de salvador, por exemplo, o valor máximo é de R$59,62, acima 2000KWh. Essas informações podem ser encontradas no site da prefeitura municipal.

Além dos tributos existe mais um fator tarifário adicionado a conte de energia, as Bandeiras. Existem três delas, representadas por cores, que indicam as condições de geração de energia:

  • Bandeira Verde: Condições favoráveis. Não há acréscimo.
  • Bandeira Amarela: Condições menos favoráveis. Acréscimo de R$0,020 para cada KWh.
  • Bandeira Vermelha: Patamar 1: Condições custosas de geração. Acréscimo de R$0,030 para cada KWh.
  • Bandeira Vermelha: Patamar 2: Condições ainda mais custosas de geração. Acréscimo de R$0,035 para cada KWh.

Essa classificação se baseia no custo real da produção de energia que está sujeita a diversos fatores, como por exemplo a seca. Já que a matriz energética brasileira ainda depende muito das hidrelétricas, um período de seca pode ser determinante para o uso das bandeiras.

Embora essas taxas representem uma grande parcela da conta de energia, elas não são mudadas com muita facilidade e sempre farão parte da fatura. Sendo assim podemos dizer que esses são fatores imutáveis da conta de luz e podem dificultar quando se trata de economizar energia. Mas existem o que vamos chamar de fatores mutáveis, que representam alguns cuidados que devemos ter para obter uma redução na fatura, sendo estes representados a seguir.

ILUMINAÇÃO – AINDA NÃO É LED?

Atualmente se tornou obrigatório o uso de lâmpadas LED, que consomem muito menos energia para uma mesma iluminação em relação a uma lâmpada incandescente, ou fluorescente, mas alguns cuidados ainda podem ser tomados.

Fazer um projeto luminotécnico, por exemplo, para encontrar a proporção ideal entre a iluminação dos ambientes de casa e o custo para mantê-la, além de cuidados simples como apagar a luz ao sair de um cômodo que podem acarretar em uma diminuição substancial na fatura.

ELETRODOMÉSTICOS

Alguns eletrodomésticos podem ser responsáveis por uma porção significativa da conta de luz, sendo os três principais vilões para economizar energia:

Geladeira

É importante deixar a geladeira em um local ventilado e com temperatura amena, para facilitar a troca de calor dos radiadores. Além de evitar deixa-la aberta por muito tempo e verificar as condições da borracha vedante da porta. Esses cuidados visam diminuir o esforço que a geladeira tem que fazer para manter a temperatura em seu interior. Quanto mais esforço, mais energia é gasta. Uma geladeira em más condições pode chegar a representar 70% da fatura.

Ar-condicionado

No momento da compra é preciso se atentar para o ambiente no qual o aparelho será instalado. Qual a área do cômodo? Quantas pessoas são esperadas nesse ambiente? Essas são as perguntas que devem ser feitas para definir a potência do aparelho. Um Ar-condicionado com potência inferior a necessária vai ser forçado a trabalhar muito mais e dessa forma consumirá mais energia. Na instalação, lembrar de evitar colocá-lo em lugares quentes e próximo de equipamentos elétricos, além de instalá-lo de frente para a maior dimensão do ambiente.

Chuveiro elétrico

Em dias quentes, colocar o chuveiro na posição verão, já que o consumo pode chegar a ser 30% maior na posição inverno. Se possível, estudar a viabilidade de instalar um aquecedor de água por energia solar, atualmente os preços são mais acessíveis e o equipamento não precisa de grandes manutenções. Tentar reduzir a duração do banho também pode acarretar numa redução dos custos, tanto de energia e água, e não usar, de forma alguma, resistências queimadas reaproveitadas, pois além de aumentar o consumo não é seguro.

Na hora de comprar qualquer equipamento, lembrar de verificar o selo Procel, que indica os equipamentos com menor consumo energético.

 

FUGA DE CORRENTE – UM VILÃO AO ECONOMIZAR ENERGIA

A fuga de corrente é uma problema muito comum e pode ser capaz de encarecer a conta de energia, danificar aparelhos, causar choques e em casos extremos até incêndios. Emendas mal feitas, conexões frouxas, fios desencapados ou com a isolação muito envelhecida podem ser as causas de uma fuga de corrente.

Para verificar a sua existência, basta desconectar todos os equipamentos da casa da tomada e desligar todas as lâmpadas e acompanhar o relógio medidor de energia. Caso haja problemas, o marcador registrará consumo.

Por esse motivo, é recomendado que, a cada dez anos, ocorra uma revisão das instalações elétricas e uma manutenção preventiva.

Autor: Eduardo Neves

 

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