Modalidades de compensação de energia: o que são e como saber em qual opção a sua unidade se encaixa

Autora: Ana Paula

 

A geração distribuída tem como definição a geração de energia elétrica por consumidores independentes. Oriundas das fontes renováveis ou com elevada eficiência energética – como a energia solar, eólica, de biomassa, dentre outras -, ela possui algumas modalidades de compensação que podem gerar créditos para os titulares de unidades consumidoras. Esses créditos são usados para reduzir o valor da conta de energia, mas um pregunta frequente é: como saber qual será a modalidade de minha unidade?

Nesse texto te explicaremos quais são elas e te ajudaremos a identificar em qual delas a sua unidade melhor se encaixa.

 

Em 2012, entrou em vigor a Resolução Normativa nº 482/2012, da ANEEL, que estabeleceu as condições gerais para o acesso à geração distribuída dos sistemas de energia elétrica. Esses sistemas funcionam como um arranjo, no qual a energia injetada por uma unidade consumidora com micro/mini-geração fotovoltaica distribuída é cedida à distribuidora local. Posteriormente, é compensada no consumo de energia elétrica dessa mesma unidade consumidora ou de outra unidade de mesma titularidade (CNPJ ou CPF), gerando descontos na conta de luz.

Segundo a mesma Resolução Normativa da ANEEL, os créditos da quantidade de energia gerada continuam válidos para serem consumidos por um prazo de 60 meses (5 anos) após a data do faturamento. Além de ajudar a reduzir os custos com a fatura, esse sistema de compensação transforma o consumidor em produtor de energia.

Contudo, além da utilização dos créditos de energia para abater o próprio consumo, há a possibilidade de utilizá-los em outras unidades previamente cadastradas dentro da mesma área de concessão. Assim, podendo ser caracterizado como autoconsumo remoto, geração compartilhada ou integrante de empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras (condomínios), definidas da seguinte forma:

  • GERAÇÃO DISTRIBUÍDA JUNTO À CARGA

É caracterizada pela geração de energia elétrica na mesma unidade consumidora onde os créditos de energia serão utilizados para abater do valor da conta.

Exemplo:

Uma única residência, comércio ou indústria, gerando e abatendo a energia na própria unidade de consumo.

 

  • AUTOCONSUMO REMOTO

Essa modalidade de geração de energia solar é caracterizada por unidades consumidoras de mesma titularidade, podendo ser Pessoa Jurídica ou Física, que possua essas unidades consumidoras com micro/mini-geração distribuída em locais diferentes.  Entretanto, elas devem ser dentro da mesma área de concessão ou permissão nas quais a energia excedente será compensada.

Dessa maneira, uma pessoa física, instala um sistema fotovoltaico em sua residência com capacidade de gerar um excedente que irá compensar em outro imóvel no seu nome, como sítio ou casa na praia. Ou um empresário, pessoa jurídica, instala sistema fotovoltaico na matriz da sua empresa visando gerar energia para suas filiais.

 

  • GERAÇÃO COMPARTILHADA

Caracterizada pela reunião de consumidores dentro da mesma área de concessão ou permissão, por meio de consórcio ou cooperativa, que possuam unidade consumidora com micro/mini-geração distribuída em local diferente das unidades consumidoras nas quais a energia excedente será compensada.

Por exemplo: moradores de um prédio residencial, comercial ou grupo de lojistas que não têm área para instalar um sistema fotovoltaico para a geração de energia solar instalam o sistema em um terreno ou local distinto e a energia será compensada nas devidas unidades consumidoras.

 

  • EMPREENDIMENTOS DE MÚLTIPLAS UNIDADES CONSUMIDORAS (CONDOMÍNIOS)

É caracterizada pela utilização da energia elétrica de forma independente, onde cada fração de uso individualizado é constituída por uma unidade consumidora. As instalações para atendimento das áreas de uso comum constituem uma unidade consumidora distinta – de responsabilidade do condomínio, da administração ou do proprietário do empreendimento, com micro/mini-geração distribuída.

Há necessidade de as unidades consumidoras estarem localizadas em uma mesma propriedade ou em propriedades contíguas (lado a lado), sendo vedada a utilização de vias públicas, passagem aérea ou subterrânea e de propriedades de terceiros não integrantes do empreendimento.

Exemplos:

Moradores de prédios residenciais ou comerciais (empreendimentos verticais com múltiplas unidades consumidoras) instalam um sistema fotovoltaico no telhado da cobertura e/ou garagem com cobertura, gerando energia solar para os apartamentos ou salas comerciais e área comum.

Ou então, moradores de condomínios de casas (empreendimentos horizontais com múltiplas unidades consumidoras) instalam um sistema fotovoltaicos sobre o telhado do salão de festa, gerando energia para algumas (ou todas) as casas.

 

Então, se você ainda está em dúvida sobre qual a modalidade para a sua construção, lembre-se que a modalidade de geração distribuída junto a carga é recomenda para o uso de um só imóvel, o qual a energia será compensada. Já o autoconsumo remoto é aconselhável para pessoas físicas/jurídicas que possuam mais de um imóvel, ambos na mesma área de concessão (mesma operadora de energia), e que queiram utilizar o excedente gerado em um imóvel no outro. A geração compartilhada é utilizada quando consumidores, tanto jurídicos como físicos, se juntam para aderirem ao sistema fotovoltaico, formando um consocio ou cooperativa, que possa atender a todos os envolvidos, sendo necessário um terreno distinto para instalar o mesmo. Por fim o empreendimento de múltiplas unidades consumidoras (condomínios) é a instalação do sistema em um ambiente comum da unidade consumidora para suprir uma demanda coletiva.

Há mais de 15 anos no mercado, a EletroJr atua no segmento de eficiência energética prestando consultorias e realizando projetos em sistemas fotovoltaicos. Nós podemos te ajudar desde o estudo de viabilidade técnico-econômico, que fornece ao cliente uma visão bastante ampla e detalhada do seu investimento através de indicadores econômicos coesos e confiáveis, passando pelo estudo detalhado das linhas de crédito e alternativas de financiamento existentes, até o projeto executivo a ser apresentado à concessionária.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *