O Domínio da Humanidade sobre a Luz do Modernismo

Uma retrospectiva da Luz

A luz é tanto um fenômeno físico que intriga cientistas até hoje, quanto um objeto explorado pelas belas artes. Fomentou movimentos filosóficos e seu domínio através da eletricidade permitiu que o dia não acabasse ao pôr-do-sol, dando vida à temida escuridão. Com a Segunda Revolução Industrial, a eletricidade trouxe luz para muitas pessoas. No Brasil, o visionário, Barão de Mauá foi pioneiro, iluminando o Rio de Janeiro e trazendo vida à noite carioca.

Notre Dame du Haut, por Le Corbusier. Patrimônio da humanidade pela Unesco.

 

A luz e a eletricidade na arquitetura

A arquitetura soube se aproveitar desse conhecimento e grandes arquitetos utilizaram as vantagens das instalações elétricas a seu favor. Um dos grandes exemplos é o pai da arquitetura modernista, Le Corbusier, proferindo uma das frases que definiu a tendência para as próximas gerações: “A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz”. De fato, a luz é responsável por gerar vislumbre no ser humano e é possível encontrar esse sentimento em suas obras. O trabalho do arquiteto Suíço foi responsável pela majestosa integração das variadas formas e cores que a luz pode criar e vir a ser. Desde uma chama que aquece o coração daqueles perdidos nos alpes, até a imensidão de uma catedral a qual nos faz sentir tão pequenos quando olhamos para a grandiosidade do universo e, assim, experienciamos o tremendo mistério que caracteriza a experiencia do homem com o divino. Temos a capacidade de nos fascinar com um cosmo majestoso, que nunca deixa de nos apresentar novas possibilidades, e aparenta sempre ter existido ao mesmo tempo que nossas vidas são finitas e nossas mentes não são capazes de perceber tudo que está a nossa volta. Um paradoxo a ser aproveitado por todos.

Igreja de Saint-Pierre Firminy, projetada por Le Corbusier e Jose Oubrerie.

 

Como um projeto elétrico permite a arquitetura das luzes?

Um projeto de instalações elétricas é o que torna possível integrar a luz artificial nas obras da arquitetura modernista. Um bom projetista fará a obra da forma mais custo-eficiente possível, mantendo a segurança de todos que a utilizarão, já que “uma casa é uma máquina para viver”, como diria Le Corbusier, devendo assim preservá-las como tal. Uma maneira de preservar uma máquina é mantendo sua manutenção em dia e, nesse caso, é através de uma reforma elétrica eficiente, que sane todos os problemas.

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